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quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Praia dos Carneiros - O Brasil ainda é uma capitania hereditária



Praia dos Carneiros - Pernambuco

Este turista que passeia por uma das paisagens de cartão postal mais conhecidas do Brasil, a Praia dos Carneiros, e que visitou hoje a pequena igreja dos Carneiros ou Capela de São Benedito, não tinha muita noção do quanto a região é um retrato do Brasil que nunca dará certo e nunca será um lugar melhor e mais justo para o povo enquanto as coisas continuarem como são há cinco séculos: um país de poucos donos de tudo.

Como uma construção de 1910 seria
do século XVIII? Ainda não entendi.
São Benedito, o santo negro, é do s. XVI.


Pesquisei um pouco sobre as histórias do município de Tamandaré, da Praia dos Carneiros, da Capela de São Benedito, do Visconde do Rio Formoso e depois da família dos Carneiros (hoje já são outros donos) e de tudo que liga o passado da região a uma história de privilégios, patriarcado, compadrios e exclusão da amplíssima maioria do povo pernambucano e brasileiro do acesso aos direitos básicos da cidadania, uma história de cinco séculos.

Capela de São Benedito, Praia dos Carneiros.


É muito interessante como se dão as narrativas formais e informais da história. Tudo é muito lindo, muito laudatório, não existe crítica alguma ao fato de um cara, uma família, ter ganhado em algum momento uma região que poderia abrigar uma comunidade, uma parte de um Estado, e ninguém acha isso errado, injusto, inaceitável. Um sujeito vira visconde, ganha as terras x ou y e tudo beleza.

Igrejinha da Praia dos Carneiros.


Ao conversar com os habitantes locais, trabalhadores e sobreviventes não proprietários de nada, que vivem de pescar algum marisco, de vender alguma coisa na frente dos restaurantes e hotéis e pousadas, quase sempre afrodescendentes, eles explicam aos turistas que tudo pertence à mesma família, tudo, os restaurantes, os empreendimentos para hospedar turistas, a Capela de São Benedito, tudo é privado! A praia é privada. Tudo é privado.

As marés altas tendem a destruir a igreja.


Um dos vendedores ambulantes, que nos vendeu uma cocada caseira, nos disse que a família dona de tudo é metida na política também, tem gente em tudo quanto é cargo político. Ou seja, neste canto do Brasil, retrato do restante do país, os poucos donos de tudo, são também os inatingíveis pelas leis, são os caras das carteiradas, amigos dos executivos, legislativos e judiciários, das empresas de comunicação locais. São as pessoas de bem (bens). Nada pega contra essa gente privilegiada, porcentagem ínfima de homens brancos que vivem neste país.

Para fotografar o local sem multidão,
só se levantando bem cedo. Fiz isso!


Enfim, esta postagem com as fotos "bonitinhas" da Capela de São Benedito, propriedade privada, igrejinha da Praia dos Carneiros, propriedade privada, acabou sendo uma postagem com alguma crítica, com alguma dissonância das narrativas bonitinhas que contam como tudo é bonitinho por aqui.

Havia outras construções no entorno,
mas o mar consumiu todas elas.


Sem uma mudança radical, popular, de distribuição das propriedades e riquezas do país, desconcentrando a riqueza das mãos de poucas pessoas, nunca teremos um país justo. O Brasil não pode ser um bom lugar para se viver com tanta normalização de privilégios de poucos em prejuízo da quase totalidade do povo brasileiro.

William


Post Scriptum: a postagem anterior sobre Praia dos Carneiros pode ser lida aqui.


segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Jaboticabal (SP) - Instantes com o filhão



Jaboticabal foi a cidade onde meu filho escolheu estudar quando definiu que curso superior gostaria de fazer: Ciências Biológicas, no campus da Unesp Jaboticabal.
 

Esse lago destacado na postagem é o lago municipal, é um local belíssimo, tranquilo e cheio de peixes e pássaros. Ele tem uma pista para caminhar ao redor e bancos para se apreciar a paisagem.


Sempre que visitamos o filhão na cidade, o lago era roteiro certo. Tem um restaurante ali perto muito bom, então era só almoçar e curtir a beleza da paisagem.


O lago tem aves diversas, garças são frequentes ali. Conforme o período do ano, tem mais de uma espécie de ave migratória.


Apesar de ser proibido pescar por causa das capivaras que habitam o lago e que podem trazer riscos à saúde das pessoas por causa dos carrapatos, sempre tem gente pescando no lago.


Como se pode ver, a cidade é uma típica cidade do interior, com ruas tranquilas e áreas com animais domésticos e silvestres. Tanto vemos gado quanto cobras nas calçadas, como já vi.


O pôr do sol em Jaboticabal é maravilhoso, os reflexos solares no fim da tarde e as revoadas de pássaros são espetáculos à parte.


E como é comum nas cidades brasileiras, não poderia deixar de registrar a bela igreja da cidade, a igreja da Paróquia de São Benedito.


Fecho a postagem com esse céu azul cheio de nuvens de algodão. O entardecer visto da janela da casa do filhão sempre foi um show gratuito para quem gosta de apreciar o céu e a natureza.

Jaboticabal, cidade onde nosso filhão passou alguns anos de sua vida. Essas fotos foram registradas em fevereiro de 2019.

William

sábado, 21 de novembro de 2020

Lembranças - Porto Alegre (RS)


Vista panorâmica de Porto Alegre.

Em 30 de julho de 2014 estive em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, para participar da reunião do Conselho de Usuários da Cassi, um fórum de saúde voluntário de pessoas vinculadas ao funcionalismo do Banco do Brasil, conselheir@s que dedicam parte de suas disponibilidades de tempo em benefício das causas coletivas de saúde. Uma escola de solidariedade.

Catedral Metropolitana de Porto Alegre.

Na época, eu recém começava um mandato eletivo de diretor de saúde da maior autogestão do país, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. Eu tinha um compromisso com os associados da ativa e aposentados e trabalhadores do banco: fazer um mandato muito próximo às bases. Fortalecer os Conselhos de Usuários era uma das diretrizes da área pela qual eu era responsável.

Porto Alegre me lembrou a selva de pedra paulistana.

Cumpri esse princípio de não me afastar dos trabalhadores e de suas entidades representativas rigorosamente ao longo de 4 anos. Isso me custou muito porque tentaram me impedir durante os mesmos 4 anos, mas estive com os participantes da Cassi durante todo o mandato. São boas lembranças.


Guardo boas lembranças dos trabalhadores de Porto Alegre e região. Neste momento de eleições municipais, torço para que o povo tenha consciência política e eleja Manuela d'Ávila prefeita em 2020. Boa sorte, Manu!

William

domingo, 13 de novembro de 2016

Teatro Amazonas - imagens que falam por si


Visitei Manaus a trabalho em 2015. Com frequência, minhas agendas de viagem não me permitem conhecer as belezas culturais locais. 

Todavia, o meu desejo de conhecer o Teatro Amazonas era tão antigo, que decidi que o visitaria nem que fosse em meu horário de almoço. Assim foi feito e valeu muito a pena.

Neste momento, estou lendo o romance Dois Irmãos (2.000), do amazonense Milton Hatoum. Ganhei o livro de presente da amiga Lorena, que fez curso de formação conosco quando estivemos na Contraf-CUT. Agradeço novamente pelo belo presente.

Enquanto estou mergulhado na estória dos dois irmãos e desta família libanesa, em meio ao espaço amazônico, me lembrei da visita que fiz rapidamente a Manaus.

Seguem abaixo algumas fotos da visita ao Teatro Amazonas e arredores.

William


Vista frontal do Teatro Amazonas.
A estátua simboliza a Amazônia. O piso simboliza
o encontro dos rios Negro e Solimões.
Visão diagonal do Teatro Amazonas
mostra a grandeza da obra.
Vista de uma das laterais do Teatro Amazonas.
Um dos antigos carros da época, em frente ao Teatro.
Um dos diversos lustres do Teatro Amazonas.
Conjunto arquitetônico ao redor do Teatro Amazonas.
Igreja de São Sebastião, ao lado do Teatro Amazonas.
Placa com dados do Teatro Amazonas,
inaugurado em 1896.
Palco do Teatro Amazonas.
Galerias do Teatro Amazonas.
Cadeiras do Teatro Amazonas.
Um cidadão impressionado com obra descomunal.
Entre Gil Vicente e Beethoven no Teatro Amazonas.
Parte posterior do Teatro Amazonas.
Parte central do Teatro Amazonas.
Palco do Teatro Amazonas visto das galerias.
As luminárias do Teatro Amazonas são estupendas.
Maquete do Teatro Amazonas feita em Lego.
Composição: Teatro Amazonas - Deusa - Torre da Igreja.
Gosto de montar composições assim.
Belo conjunto de colunas do Teatro Amazonas,
no terraço superior.
Teto de um dos salões do Teatro Amazonas.
Um dos salões do Teatro Amazonas.
Nos despedimos do Teatro Amazonas,
olhando belo contraste com céu azul.

Fotos de William Mendes. Qualquer uso de imagem deste blog deve ser com citação da fonte e sem uso comercial.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Instantes fotográficos - Uruguai (III)


Nesta segunda parte das fotos do passeio que fizemos na tarde de quarta-feira 13 de julho na Colônia de Sacramento (veja aqui 1ª parte), veremos abaixo algumas fotos do centro histórico, como o Farol e algumas ruínas importantes, e o destaque será para as fotos do Pôr do Sol que tiramos a partir do cais (Muelle Viejo), onde atracam iates e embarcações diversas.

Após almoçarmos no El Drugstore, na praça da igreja matriz (Basílica do Santíssimo Sacramento), saímos caminhando.

William

Casal almoça massas e vinho no El Drugstore, na praça
da igreja matriz na Colônia de Sacramento, Uruguai.

Praça da Igreja Matriz na
Colônia de Sacramento. Essas
palmeiras vivem cheias de maritacas.

Igreja Matriz em foto feita a partir da praça
com objetivo de abranger ao mesmo tempo casas,
árvores e o céu com as torres da igreja.

O Farol da Colônia de Sacramento,
feito sobre antiga torre do Convento
de São Francisco Xavier, 1857.
O farol original foi destruído num
incêndio em 1877 e esse é de 1920.

Luminária nas ruínas da Casa
del Virrey, com farol ao fundo.

Ruínas da Casa del Virrey na Plaza Mayor.
Vista aqui de outro ângulo.

Que tal um cafezinho na
Freddo, Noni? Que gostoso!

Tia Noni! Meu calhambeque bi bi...
quero buzinar meu calhambeque...

Noni no meio da Avenida General
Flores, Colônia de Sacramento.

William no meio da Avenida General
Flores, Colônia de Sacramento.

San Martin na Colônia de
Sacramento - Uruguai.

Pôr do Sol a partir do cais (Muelle Viejo) da Rua de
Espanha, com detalhe ao lado: poste de luz.

Casal observa Pôr do Sol no cais da Rua de Espanha,
centro histórico da Colônia de Sacramento.

Pôr do Sol a partir do cais da Rua de Espanha,
centro histórico da Colônia de Sacramento.
Eu fiquei encantado com essa foto.

William vendo Pôr do Sol no cais do centro histórico
da Colônia de Sacramento.

E então o Sol se pôs. Foto deslumbrante do cais do
centro histórico de Colônia de Sacramento, Uruguai.

Início da noite no Rio da Prata - Colônia de Sacramento.
A árvore à esquerda está repleta de maritacas
se ajeitando para dormir.

Fim...

As fotos só podem ser reproduzidas com a devida identificação do autor delas.

William